Há tempos…

como foi falado em um recente tweet do @beerhacking, poucos posts pelo menos meus por aqui no último ano e meio. O que interessa é o que mudou nesse tempo? No aspecto cervejístico do negócio? Craft Beer se tornou algo bem disseminado pelo mundo todo. Quem estava forte no mercado, ficou mais forte ainda (vide Brooklyn, Rogue, Mikkeller, FFF, Brewdog). Da mesma maneira, muitas lojas apareceram e as que já estavam no mercado ficaram super bem estabelecidas, sendo o caso do Empório, que aparentemente está envolvido em abrir o Delirium Café em SP no Rio de Janeiro. Falando em abrir brewpubs, Mikkeller expandiu-se pelo mundo a fora, com o Mikkeller & Friends em São Francisco, Bangkok e não me surpreende se pintar um pelo Brasil em um futuro não tão distante. Brewdog também marcou sua presença em São Paulo, e apesar de muitas reclamações que ouvi, eu gostei muito do lugar: evito horários de pico e não estava na área durante a abertura; talvez por isso não tenha o mesmo sentimento de outros. É caro? considerando as cervejas que tem e principalmente o atendimento e conhecimento do staff, está bem melhor que outros bares da cidade para quem gosta de cerveja.

Nos Estados Unidos, especificamente na Bay Area, Sierra Nevada abriu o Torpedo Room em Berkeley, Drakes tem um taproom muito bacana, Rogue tem o seu bar (já estava lá há um bom tempinho na verdade, eu é que não conhecia); no Brooklyn em resposta ao Mikkeller Bar, o famoso Evil Twin abre o Tørst com suas cervejas servidas em copos de vinho (em tempo, vale à pena a leitura do disso aqui btw), bares como o Pony (isso, aquele mesmo que você ganha um founder badge no untappd se fizer um check-in lá) estão mais movimentados que o normal.

Festivais de cerveja? Principalmente nas épocas não-congelantes, existem muitos, para todos os gostos. Os mais específicos para certos tipos de cerveja, aqueles que tem sempre as mesmas cervejarias, e os mega-concorridos Dark Lord Day da 3 Floyds e Hanahpu’s Day da Cigar City estão não só mega-mega-concorridos, mas chegando a beira do colapso. Ou melhor, o Hanahpu chegou depois que falsificaram os ingressos. Segundo a cervejaria, não haverá mais o festival. Dark Lord Day aparentemente (ainda) correu tudo bem, só que também começaram a vender ingressos para pessoas apenas participarem do evento (sem o direito à compra da cerveja). E não pára por aí, o Copenhagen Beer Celebration, organizado por Mikkeller e turma agita o mundo da cerveja do mundo todo, é só seguir na mídia social o #cbc2014 que dá para morrer de ódio por uns minutos caso você não tenha sido um dos afortunados.

Instagram totalmente afetado por craft beer também, basta procurar por #craftbeer , #craftbeerporn e afins.

Programas de TV? Como não, nossos amigos da BrewDog em horário nobre nos USA com o seu programa BrewDogs.

Isso tudo é bom ou é ruim? Assim como tudo no mundo (incluindo a nossa querida InfoSec), chega naquele ponto que apesar de amadurecida é como teenage sex: everyone talks about it, nobody really knows how to do it, everyone thinks everyone else is doing it, so everyone claims they know everything about it…(na verdade essa piadinha é do Big Data).

Relacionado ao fazer cerveja, até eu comecei a fazer cerveja. Mas ainda estou bem consciente que sou melhor bebendo do que fazendo o produto. A primeira leva ficou com gosto de Pinho Sol, não totalmente ruim, apenas aguada (depois de muitas pesquisas com pessoas que realmente fazem cerveja, tudo indica que meu kit da Brooklyn Brew Shop poderia estar velho); já a segunda leva, a Maple Porter ficou até que tomável.

Prometo que volto aqui com review das melhores cervejas que tomar. Por enquanto fiquem com as dicas de cervejarias dos Estados Unidos que de uma maneira ou outra vem se destacado, sendo que muitas, senão todas podem ser encontradas no Brasil:

Deschutes

Stone (já bem estabelecida, mas preste atenção na leva chamada Enjoy By)

Ballast Point

Fifty Fifty

Pipeworks

OffColor

 

 

 

Publicado por effffn

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