Karavelle Barba Negra e Red Ale Hell & Mikkeller Koppi IPA e BooGoop

Essa semana foi bem corrida por aqui, muita coisa no trabalho e pouca vontade de escrever… Mas tive tempo de tomar algumas cervejas.

A primeira de todas foi a segunda chance para a Karavelle Stout, ou Barba Negra (não confunda com a Alma Negra da Cervejaria Bräu von Hacker). Essa é a penúltima cerveja das 6 que ganhei da Karavelle e da Agência Cool para escrever no blog, e parece que eles não estão gostando muito das minhas avaliações… Não vi nenhum re-blog, retweet ou menção. Mas foda-se.

A primeira vez que tomei essa cerveja foi durante o Brasil Bräu (já mencionei isso, em outro post, certo?) e foi uma experiência terrível! Digamos que depois da Amazon Beer com Bacuri foi a pior cerveja do evento, na minha opinião de merda, claro.
Alguns dias depois amigos disseram que o lote que eles levaram estava contaminado e por isso estava ruim. Mas porra, se você vai levar a sua cerveja para um evento cervejeiro do tamanho do Brasil Bräu e nota que está contaminada, não ofereça ao público!

Algo semelhante aconteceu com a terceira leva da Russian Exploit, falha na moagem reforçou o sabor do malte torrdado, que incomodou bastante, uma fermentação que contaminou de leve e deixou um pouco de gosto de vinagre na cerveja, além da carbonatação forçada que ficou bem meia boca. Eu queria jogar essa cerveja fora, mas meus amigos não deixaram e levaram todas as cervejas pra casa.

E mentiram dizendo que estava uma delícia, mas é isso que os amigos fazem…

Mas por que eu estou dizendo isso? Pra tentar explicar a sensação que tive ao tomar a garrafa Barba Negra que ganhei. Tirando a contaminação, o torrado estava muito evidente, chegando a incomodar. Sabe aquele café que vai com muito pó pra xícara?
Outra coisa que incomodou um pouco foi o creme pouco denso e de rápida duração. Tudo bem que a gente se acostuma com Dry Stouts (creio que seja o estilo dela) tiradas com nitrogênio (Guinness), mas não custa nada fazer umas paradas proteicas mais demoradas pra ter um creme bonito…

A última da leva foi uma Red Ale Hell, inspirada nas cervejas inglesas e irlandesas do mesmo estilo (como a Murphy’s Irish Red), é uma cerveja bem leve. Apesar da cor muito bonita dessa cerveja, o que me incomodou nessa ruiva foi, além do creme sumir no tempo entre servir e abir o instagram, a presença chata do malte torrado, igualzinho ao que atrapalhou na Stout.

Talvez eu só tenha dado azar com a Karavelle, mas tá complicado…

Bom, chega de ódio no coração, vamos falar de amor… hahahahaha Amor por marca! Sabe aquele fanboy da Apple, aquele que acha que o maps do iOS6 é a melhor coisa do mundo? Eu sou esse cara quando o assunto são as cervejas do tal Mikkel Borg Bjergso o dono da Cervejaria Mikkeller.

Como já postamos aqui, finalmente a importadora Tarantino trouxe as cervejas dele pro BR, agora só faltam as 3Floyds, Dogfish Head, Bells… hehehehe Mas isso já anima bastante! Não ter que ir até os EUA ou DK para ir tomar uma Mikkeller é uma sensação muito boa pra alma, mas péssima para o bolso, explico. Ir para o exterior tomar a cerveja, o gasto que você terá já é previsto, sabe que vai torrar o dinheiro. Agora, quando tem uma Mikkeller a menos de 5 minutos da sua casa custando R$ 25,00 a long neck mais barata, o seu salário chora!

Enfim, tomei duas cervejas que não são novidade no blog, a primeira foi a Koppi Coffee IPA, que o @effffn já postou (e deu merda nas fotos) aqui. E putaquepariu ô cerveja delícia! A combinação de café com a quantidade de lúpulos tomahawk foi fantástica, o @effffn falou mas é diferente provar você mesmo. Apesar de ser completamente fora do estilo de uma IPA (talking BJCP shit here), ela tem os IBUs que precisa mais o kick do café! Muito, mas muito boa mesmo! (não tirei fotos, estava com uma baita preguiça e foi on-tap, sem garrafas para colecionar).

Como foi servida on-tap, o creme veio perfeito, o aroma do tomahawk e do café dominaram. No paladar, quem mostra sua força logo de cara são os IBUs que logo deixam um espaço para o café, que aparece mais quando a cerveja está menos gelada. Recomendadíssima!

A segunda Mikkeller da noite, sim, estava me sentindo rico e virtuoso, foi outra que já passou por esse blog, mas avaliada pelo @kbralx. A cerveja feita em parceria com a Three Floyds chamada BooGoop.
Também servida on-tap, chegou com a mesma cara da Koppi, até brinquei com o garçom e ele ficou sem graça e foi conferir, achando que tinha errado a cerveja (pra quem até semana passada servia chope Brahma, servir tacinhas que custam R$20,00 é uma puta responsabilidade).
Fiquei em dúvida se era um Barley Wine ou uma Double Imperial Pale Ale. Bastante lupulada, um adocicado delicioso e o álcool que deu um boost na noite quente de Ribeirão Preto, mas isso não foi um problema.

Equanto eu me deliciava com as Mikkellers, a esposa tomava uma Brooklin Lager e a enteada uma Maçã Don, enquanto explicava pra mim o motivo de não poder tomar cerveja.

 

 

 

Publicado por Fio Cavallari

Analista de segurança, pesquisador de malwares, guitarrista ruim e imitador do Silvio Santos.

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