Karavelle Pilsen

Acho engraçado como as cervejas refletem os posts. Não é que eu não goste das “pilsens”, mas é que essas lagers levinhas e suaves não me empolgam muito. Mas são ótimas pra um churrasco, tomar geladíssima na beira da praia/piscina/rio/córrego/caixa d’água…

Tanto é que fiz a Bud Holly pra feijoada de aniversário do meu pai e era bem isso aí.

Mas vamos à Karavelle Pilsen, cerveja premiada pela ABRADEG  em 2010 na categoria Chopp Pilsen. Porra, não sei se meu mal humor tá em turbo hoje, mas uma Associação Brasileira dos Degustadores de Cerveja não deveria ficar fazendo distinção entre cerveja engarrafada e servida “on tap”.

Bom, a garrafa veio no presente da Karavelle e da Agência Cool. Quem quiser pode mandar presentes pra gente, ninguem vai reclamar em receber uma caixa de cerveja em casa.

A primeira coisa que notei na cerveja foi o headspace um pouco avantajado na garrafa. Já tive experiências péssimas com cervejas onde o espaço entre a cerveja e a tampa era um pouco grande e a cerveja estava sem gás ou muito oxidada.

Mas para a minha sorte a cerveja não estava sem gás nem oxidada, formou uma espuma muito bonita mas de pouca duração, típica de uma “pilsen” pra “chopp”… Ah por que eu coloco “pilsen” entre áspas? Eu acho que o estilo dessa cerveja se perdeu durante os anos, principalmente no Brasil, onde qualquer cerveja clara e sem muito gosto é chamada de “pilsen”.

Aí você vai lá, joga o BJCP na minha cara e aponta o German Pilsner e Classic American Pilsner, mas a primeira é uma adaptação da Bohemian Pilsner lá da República Tcheca e a segunda é uma adaptação da adaptada. 😛 De qualquer forma uma boa Pilsner pra mim tem que ser o equilíbrio de lúpulos e maltes para manter a cerveja refrescante e interessante.

“Fio, você é chato pra caralho!” Sou, mas isso é só um background pra você entender o motivo de eu achar a Karavelle Pilsen sem graça. Se fosse uma Karavelle Pale Lager, não geraria tanta expectativa para uma pilsen com aquele aroma gostoso de lúpulo Saaz.

A minha esposa adorou a cerveja. “É levinha e não muito amarga, gostei”, palavras dela. 🙂

Honestamente, até agora a Weiss tá ganhando de longe no repertório deles. Veremos se isso muda nas próximas.

Publicado por Fio Cavallari

Analista de segurança, pesquisador de malwares, guitarrista ruim e imitador do Silvio Santos.

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