Mikkeller Bar

Mikkeller Bar

O post não será tão cheio de emoções como o twitter feed naquele dia, mas…

Aproveitando uma viagem ao outro lado do mundo para duas conferências altamente recomendadas (CONFidence e PXE) , decidi dar uma esticada a Copenhagen especialmente para visitar o tal do Mikkeller Bar.

Além disso, o beer tour que o Rubens fez na California (e que ele se nega de fazer um post aqui, mas ele vai fazer logo-logo senão não ganhará o abridor de garrafas da Mikkeller) foi uma das inspirações dessa pequena beer tour lá na Dinamarca.

Bom, mas porque cargas d’água lá, Luiz Eduardo? Se você acompanha esse blog aqui, pode ter percebido (e lido) que eu gosto muito das cervejas da Mikkeller. Não só pela qualidade e estilo da própria cerveja, mas, pelo estilo “cervejeiro cigano” deles. Desde o dia que tomei a primeira breja da Mikkeller (a primeira Mikkeller a gente nunca esquece), fiquei muito curioso e corri atrás para saber mais de qual é dessa cervejaria. Não gastarei muito tempo falando do que é a Mikkeller, o google ajuda com isso caso esteja bem interessado(a).

A aventura é o que interessa neste post. Cheguei em Copenhagen por volta das 4 da tarde no domingo. Mesmo sabendo que o estabelecimento abria as 3 da tarde, tudo foi como planejado, e cheguei lá pelas 6 da tarde, pois, o que importava era a hora de fechamento do mesmo. O bar, que é um botequinho bem bacana por sinal, fica bem localizado, fácil acesso, e relativamente longe das coisas turísticas tem o tamanho ideal, um balcão pequeno, algumas mesas, um “puxadinho” com mais mesas e, boa.

Aparentemente o mesmo saiu em um artigo de algum jornal ou revista local como um dos melhores bares da cidade e isso atrai gente que não sabe muito bem o que é o lugar, o que é ruim (para nós), e bom e engraçado para eles. Por exemplo, quando eu estava lá, o barman (e único funcionário trabalhando no local) atendeu o telefone com gente tentando fazer reservas, e ele pacientemente explicando que eles não fazem reserva e que não tem comida. E, depois, duas senhoras chegaram lá pedindo vinho, ou coquetéis, ele pacientemente explicou que não tem vinho, mas que tem cervejas muito boas. Depois de muitas perguntas, as tias resolveram tomar a cerveja e aparentemente gostaram. Pegaram suas taças e foram sentar nos banquinhos na rua.

A minha missão lá era mais do que óbvia e muito objetiva: experimentar/degustar própriamente o máximo de cervejas da Mikkeller que nunca tinha tomado no tempo que eu tinha lá (dois dias) sem passar do ponto de lembrar o que tinha experimentado, se tinha gostado ou não e/ou sair carregado do bar.

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A princípio, estava bem fácil, um cardápio farto com 20 cervejas on-tap, começar pelas mais leves, e pela primeira metade da lista (as cervejas da própria Mikkeller), e  quem sabe as outras 10 que não deveriam ser de má qualidade para estarem alí. Graças ao untappd, foi mais ou menos assim (e não, não vou comentar de cada uma):

Bloody Show Blood Orange Pilsner – Mikkeller

Tettenanger – Mikkeller

Royal Rye Wine – Colaboração Mikkeller/ Jacobsen/ Baltika

Marathon 0L – Mikkeller : btw, em homenagem ao @spookerlabs que deixou de ir lá apresentar na CONFidence comigo para fazer o IronMan em Floripa, parabéns pela conquista. Será que ele volta para a cerveja agora?

#100 da Nøgne Ø, outra cervejaria Dinamarquesa, sim, já saí do script aqui, mas decidi ir mais ou menos que combinando os tipos de cerveja

Vesterbro Wit – Mikkeller

Maracaibo Especial da Jolly Pumpkin, e daí eu saí do script MESMO, um dia desses faço um post falando da Jolly Pumpkin, mas, para resumir, cerveja tipo sour sinistra, mas boa.

E foi daí que eu caí na “besteira” de perguntar se tinham também cervejas em garrafa (óbvio que tinham).

Um cardápio farto, com coisas que não se encontram mais da Mikkeller, colaborações que não se encontram (Black Tokyo Horizon anyone?), coisas raras dos amigos do Mikkel (Brewdog, 3 Floyds, Jolly Pumpkin, Evil Twin, Nøgne Ø e até umas Bourbon Aged da Goose Island). Quando olhei essa página aí eu queria chorar, ao ver as variedades das Black, eu sabia que não iria conseguir tomar nem metade de uma garrafa de algo com 19 ABV naquelas alturas do campeonato.

Mas, nem tudo estava perdido:

1000 IBU Ultramate: a 1000 IBU eu já conhecia, e gosto, mas quando vi que eles tinham a versão “light” da mega-super-lúpulo-master com apenas 4.7 ABV, tive que tomar, e, foi o que salvou aos 47 do primeiro-tempo. Porque o segundo-tempo iria ser TENSO, pois não tinha mais cerveja leve, e mesmo com as doses relativamente pequenas, ia ser complicado, mas entrando no segundo tempo:

Sair para comer? Já que eles não servem comida? Não, prá que? Eles tem umas batatas chips, uns amendoins e mais legal ainda umas lingüiças (mais para salame) que um açougue lá faz especialmente para eles, em três sabores

Barbie Stout – Mikkeller

Gueuze 1882 Black Label uma sour beer de primeira

Nisso já eram umas 10:30 da noite, bar bem cheio, e já calculando o que viria pela frente, decidi pedir aquele unicórnio em forma de cerveja, além dos 5 copos adicionais para compartilhar com o bartender e os outros 4 beer geeks que estavam ali

Black Barrel Aged Buffalo – Mikkeller : vocês talvez nunca tenha ouvido falar, mas se gosta de Bourbon, Buffalo Trace é uma marca de bourbon relativamente nova (1999) e é muito bom!

Enfim, 19% ABV. um torpedo, demorei para tomar aquele copo de cerveja, e quanto mais esperava, mais os sabores iam aparecendo. Definitivamente, uma “big beer”.

É nessas que um maluco lá pediu uma Tokyo para compartilhar com o pessoal também, não poderia negar né?

Paguei a conta (muito menos que o que eu imaginava por sinal), e o bartenter perguntou se eu queria ver aonde ficavam os kegs, as garrafas especiais e tal. Mas é claro! Uma sala não tão fria, com os kegs espalhados, e alguns empilhados e várias garrafas daquele cardápio sensacional. Fui feliz comer uma Shawarma em um lugar indicado pelo pessoal e fui dormir para me preparar para o dia 2.

Round 2, fight!

Depois de caminhar a cidade inteira para queimar todas as cervejas tomadas no dia anterior, as 4 da tarde eu retornei ao Mikkeller Bar. Outro bartender estava lá, parecia estar de saco cheio por estar trabalhando no feriado, mas também gente boa. Estava lá um tiozão com pinta de quem vai lá sempre, enquanto os dois ficavam falando mil coisas em Dinamarquês, eu ficava lá olhando aquele cardápio de garrafas. O set-list do dia 2:

Vesterbrown Ale – Mikkeller

Funky(e)* – Mikkeller

e daí o nosso amigo bartender decidiu abrir uma garrafa de uma cerveja que, segundo ele, ainda não tinha sido lançada, apesar de um outro beer nerd que estava lá da Escócia ter falado que viu a mesma em uma loja lá perto, e depois eu encontrei a mesma no beeradvocate:

Raid Beer – To Ø (outra cerveja de lá, de um pupilo do Mikkel) fiquem de olho nessa cervejaria. Eu que não gosto de cerveja Pilsner, achei MUITO boa.

Dim Sum Beer – Mikkeller

Belgian Tripel 0 Mikkeller

e daí só faltava uma para o Beer Bingo

The American Dream – Mikkeller

Peguei os 4 abridores de garrafa que foram devidamente encomendados em real-time pelo twitter e voltei para o hotel para me preparar para a longa jornada de volta ao planeta realidade.

Um sonho realizado, que me deixou mais chato ainda, pois agora eu quero ir conhecer os outros brew-pubs das cervejarias que eu curto para valer.

Mas, Mikkeller Bar, um dia eu volto…

update, Mikkeller postou hoje no FB uma foto que mostra a tal “sala” que guardam os kegs que eu visitei lá… good times

Publicado por effffn

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