Absorption of light: Mikkeller Black

Exatamente, é isso que esta cerveja faz. É tão escura e densa que nem uma super-lâmpada ao seu lado conseguiria absorver a sua escuridão. Não está entendendo? Então leia depois a famosa Teoria do Escuro.

Mikkeller Black, esta é a cerveja em questão. A primeira review de 2012 aqui no beerhacking.

Essa cerveja é aonde a minha fixação por Mikkeller começou, então, senta que la vem história:

Há mais de um ano atrás, foi quando eu vi esta garrafa com logotipo estranho, uma das minhas primeiras visitas à Beer Revolution, uma sensacional loja de cervejas em Oakland, California (do outro lado da San Francisco Bay), 20 minutos de metrô, então se for em San Francisco, não deixe de visitá-los. 50 cervejas on draft e mais umas 400 em garrafas e um som punk-rock maneiro rolando, que mais você quer, @fiocavallari ?

Naquele dia eu tinha tomado uma Stout da Sierra Nevada se não me engano, on draft, boa por sinal, mas não me lembro dos detalhes da mesma neste momento. Mas, o que eu lembro foi, acabando esta primeira cerveja eu pensei comigo, deixa eu dar uma olhada nas geladeiras, porque vai que eu acho uma cerveja “das boa”.

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Não demorou muito para o rótulo chamar a atenção. Não sabia se era algo coreano ou de outra língua oriental, mas que chamou a atenção, chamou. Olhando os dados do rótulo, me convenci que a mesma deveria ser provada:

 

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Enfim. Naquele dia, tomei, gostei e, como falei, começou aí a saga de procurar cervejas desta marca.

Há 3 dias atrás, depois de vários meses na geladeira, decidi que era uma ótima ocasião de abrir a danada.

 

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Como outras cervejas que vemos por aí, tampa de rolha, garrafa escura. Ao abrir com muito cuidado, esperando a alta carbonatação, para minha surpresa NADA! Então bateu o que eu chamo de “Beerhacking RIS trauma” : devia estar muito gelada. Mas isso não era um problema. Em momento algum seria um problema.

Servindo a cerveja no copo, já me fez lembrar o espanto que foi quando tomei a mesma pela primeira vez, escura, uma impressão da mesma ser bem espessa, parecia que tinha aberto uma lata de Havoline Ultra para caminhões. Na primeira vez lá há mais de um ano atrás, a impressão foi, nossa, isso vai ter gosto e cheiro de óleo queimado. Mas não.

O cheiro é de uma IPA bem forte misturado com bala de alcaçus. Dá vontade de falar que dá para sentir o cheiro do álcool bem forte, mas não é, cada vez que eu queria chegar à essa conclusão vinha o cheiro da bala de alcaçus.

 

A cor? bom, o copo estava servindo de espelho, não preciso falar mais nada.

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O gosto, forte, como esperado. Mas forte em termos de complexidade, e não de estar tomando um torpedo em forma de cerveja stout. Chega a lembrar um pouco a deliciosa Koppi IPA que já fiz o review aqui. Mas, BEM mais forte e encorpada. Não sei se é classificada como uma RIS, mas se não for lembra muito qualquer RIS que tenha tomado, INCLUSIVE a Russian Exploit é muito parecida, especialmente aquela leva que era quase um gosto de banana (não se confunda com aquela que exatamente tinha um gosto de banana). Se nota bem o café, mas ao mesmo tempo é quase refrescante por um doce mais parecido ao melado que ao açúcar mascavo.

 

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É isso aí… uma das minhas cervejas preferidas, senão a minha preferida no inverno maldito.

 

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Cerveja: Black
Cervejaria: Mikkeller
Geo: Dinamarca (cervejaria)/ Proef Brouwerij em Lochristi-Hijfte, Bélgica (cerveja)
ABV: 17.5%

 

 

Publicado por effffn

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