#su galena –mikkeller

A H2HC passou e eu nem escrevi nada… Infelizmente fiquei exausto de tanto correr no evento, depois a transição entre empregos tomou grande parte do meu tempo. Agora, quando achei que fosse respirar a Silver Bullet Conference tá batendo na porta.

O effffn, que é um dos organizadores da Silver Bullet Conference, sempre me traz exemplares fantásticos quando vem ao Brasil, e eu, muquirana-mor, fico guardando as garrafas para ocasiões especiais e nunca as degusto (mas são raridades, vou fazer o que?).

Uma das que eu ganhei foi a Mikkeller Super Galena, um exemplar da série de IPAs Single Hop que o Mikkeller fez. E como estamos falando de Mikkeller, normalmente falamos de cervejas complexas e cheias de detalhes que vão da fabricação à degustação. E essa não poderia ficar de fora.

Ah Mullekke! 🙂

E que %$#% é essa de Galena?
Galena
: lúpulo americano, utilizado para dar o sabor amargo à cerveja(existem lúpulos para dar o amargo, aroma e ambos). É o lúpulo mais usado comercialmente nos EUA para este fim (John Palmer, How to Brew).

Então imagine uma American India Pale Ale, que vai bastante lúpulo, usando apenas um tipo de lúpulo e ainda por cima só o lúpulo de amargor! É meu amigo, a cerveja não tem muito aroma, mas é bem amarga! 🙂

Então vamos à nossa análise sensorial de sempre (é, tô aprendendo a falar difícil).

Cor de IPA, se é que isso ajuda mais que a foto. Creme denso e formação de uma renda belga muito bonita…
Aroma adocicado, caramelo, biscoito, mas nada do lúpulo típico das IPAs, apenas aromas relacionados a malte. Saborosa para os viciados em IBUs (como o effffn) essa breja conta com teóricos 96 International Bitternes Units (que deve ser mais ou menos 10x mais que uma Serra Malte).
Ah, as medidas de IBU são teóricas, ou polêmicas, já que existem controvérsias se realmente é possível medir esse amargor.

Deixei a cerveja esquentar um pouquinho mais e outros aromas começaram a aparecer outras notas, um leve cítrico e o álcool…

Enfim, a cerveja é muito boa, mas foi a menos complexa das Mikkeller que já tomei ou que já apareceram aqui no blog.
A ideia de usar apenas um lúpulo, além disso sendo apenas de amargor e uma variedade que é menos Hipster de todas (já que é usada pela maioria das cervejarias nos EUA), vale a experiência.

Publicado por Fio Cavallari

Analista de segurança, pesquisador de malwares, guitarrista ruim e imitador do Silvio Santos.

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3 comentários

  1. Se a garrafa ficou muito tempo guardada antes de ser degustada é possível que os aromas de lúpulo tenham diminuído drasticamente. Cervejas que contém aroma fresco de lúpulo, comum em dry hopping, devem ser consumidas bem novas.

    O IBU pode ser medido sim, tanto por formulas matemáticas quando por aparelhos. É importante que o cervejeiro, no ato da elaboração da receita, confira a data de colheita do lúpulo pra fazer o cálculo da perda de ácido alfa do mesmo. Quanto mais velho o lúpulo for, menos amargor ele terá. O que muita gente não faz e acaba tendo cervejas com IBU abaixo do desejado.

    A cerveja tá com uma cara boa, deu vontade de tomar. O rótulo é bem bacana também. Bom post.

    1. Valeu pelo comentário João! Eu realmente demorei para tomar essa breja, sou muito muquirana, mas apesar da ausencia de um aroma de lúpulo ela estava muito gostosa.
      Eu sempre leio algumas polêmicas sobre o cálculo do IBU, e como não sou nenhum expert, tento criar menos polêmica. Enfim, no rótulo da cerveja consta os “theorical 96 IBUs”…

      Estou esperando sair a Vixnu em garrafas para mandar uma para o @effffn que é um dos maiores Hop Heads que conheço!

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