… (continued) B33rlease Notes Part Deux

continuando na saga, mil cervejas em um post (ou dois) do blog (o que está parecendo mais um changelog da vida), vamos para cervejas em outro local. O não-tão-famoso Hackneys (o mesmo que comentei no i sh0t the sheriff que os empregados usam a camiseta “I am a hack”).

Depois de capengar por 13.1 milhas, nada melhor que uma(s) cerveja(s), peguei o cardápio de cervejas “especiais” e o que temos de novo?

Bom, Good Juju não né? Já passamos por esse vexame uma vez. Duas vezes seria burrice. Mas, meio alterado pela corrida ainda, e morrendo de sede, porque não tentar outra cerveja “diferente”, possivelmente refrescante? (ou seja, lá vamos nós para mais uma self-pwning session). Como falei, esse blog não é foursquare, que o pessoal só posta os lugares bacanas que vai (certo, @welias ?), falamos das burradas também.

Goose Island “Fleur” (é isso mesmo, tive a moral de tomar uma breja chamada FLEUR!)

De uma renomada cervejaria de Chicago, IL, que, sim, também faz muitas cervejas boas, inclusive uma que está no back-log ainda para ser comentada, fomos pela descrição mais estranha que já tinha visto em cerveja: Uma Pale Ale (olhe nos posts anteriores que descreve o que é uma Pale Ale), com notas de hibísco (sim, a flor!) e kombuchá (se já foi em restaurante japonês, deve ser o que é, isso, chá). Ou seja, uma cerveja floral com ervas. Hmmmm… o que pode dar errado né? Afinal, lá falava que a mardita ganhou o prêmio de Belgium Style Beer nãi sei das quantas, ponto com, ponto br.

Vamos lá… como não sou um master-conhecedor-l33t0 de cerveja, apenas bebo e gosto, já mando logo de cara que está longe de ser uma Brastemp. Não é ruim não, na cerveja, cerveja muito bem feita. Cor escura, Belgium Pale Ale é a definição correta da cerveja. O aroma, meio estranho por causa do tal hibísco (pelo menos não veio com um pendurado no copo), o gosto? É, diferente, né? Meio azedo, não o azedo de uma das minhas cervejas Belgas favoritas, tipo Flemish-Sour, mas, mais como uma fruta, tipo uma sensação de leve de quando você dá aquela primeira mordida em uma carambola ou maça-verde.
Não é uma cerveja leve e ridícula como a Good Juju, mas não é pesada como muitas Belgium Ales, na verdade, o balanço é bom e não é muito forte. Só não dá para tomar muito. Não destruí a mesma em 3 minutos, mas, foram uns 10 minutos de “degustação”.

Cerveja: Goose Island Fleur
Cervejaria: Goose Island
Geo: Chicago, IL, USA
IBU: (só) 32
ABV: 5.2%

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Bom, estranha por estranha, vamos na Sofie. Envelhecida em tonéis de vinho e com gosto de casca de laranja, isso está com cara de weiss bier. Então, manda bala. Por ser outra Belgium Style, veio no mesmo estilo de copo…

Mais clara que a Fleur, na verdade, demorou um pouco para pegar o gosto. Uma cerveja bem leve, não encorpada, e nada ruim. Apenas, estava meio sem-graça. Bastante refrescante, mas, com teor alcoólico maior que a Fleur (não parecia). Essa deve ser uma boa cerveja para se tomar comendo comidas apimentadas. Pensando aqui com os meus botões, vou comprar umas garrafas dessa para depois experimentar com mais atenção e calma. Stay tuned.

Cerveja: Goose Island Sofie
Cervejaria: Goose Island
Geo: Chicago, IL, USA
IBU: (APENAS) 25
ABV: 6.5%

Como justiça tinha que ser feita à Trappistes depois de (eu sei @fiocavallari) tomá-la na DefCon em copo de plástico, peguei uma garrafa da mesma

Cerveja Pelé, número 10. Vamos falar de cerveja séria agora.

Finalmente uma Belgium Ale, BELGA! Diretamente de Rochefort (cidade, não queijo), cervejaria fundada em 1595 DC.

Cerveja feita por monges, estilo Quadruple Belgium (a cerveja, não os monges).
Daí você pergunta, o que é uma cerveja Quadruple? É uma cerveja escura, encorpada, típica de outras cervejarias sob operação dos monges da ordem Trapista. Ou seja, entrando no ramo de certificações de segurança, quem toma muito (ou produz esta cerveja), pode ser considerado OSCO. (e não, tosco).

A Rochefort 10 é um dos tipos de cerveja produzido por eles (existe a 6 e a 8 também). Essa é a mais forte, a mais escura. Se um dia estiver meio(a) atrapalho(a) e estiver lendo coisas em binário, é a garrafa de tampa azul.

Cerveja escura, meio “choca”. A cor lembra um pouco a Guinness, o colarinho não, pois não tem lá muita carbonificação. Como esperado, não é uma cerveja para ser tomada estupidamente gelada. Quanto mais “quente”, mais você sente o gosto da mesma. Não é uma cerveja para se tomar rápido, e, sobe tão rápido quanto o elevador do Taipei 101. Não é estupidamente forte, mas, apesar de suave, é forte… tipo assim, aveluadada.

Gosto? Meio doce, mas nada como uma fruit-beer, açúcar mascavo, talvez figo em calda flambado no álcool. Pensando bem, talvez uma Xingu misturada com vinho do porto.

Não é o meu tipo de cerveja favorito, mas, é uma ótima cerveja que todos deveriam provar quando tiverem a oportunidade. Para quem gosta de Stout, e não tem muita aversão a cervejas meio doce.

Cerveja: Trappist Rochefort 10
Cervejaria: Brasserie de Rochefort
Geo: Rochefort, Bélgica
IBU: N/A
ABV: 11.3%

E, acabando este capítulo da saga…

a tão esperada, hoje, a minha cerveja preferida, o que me fez acabar com qualquer possível tipo de aversão que tinha à IPAs (e não eram muitas aversões).

Enfim, só para lembrar, IPAs são cervejas com quantia muito grande de lúpulos. Olhem os posts passado que explico com detalhes o porque disso, mas, in short, India Pale Ale, “versão” de cerveja criada pelos Ingleses em mil-novecentos-e-afonsinho com muitos lúpulos para que não estragasse até chegar de barco à India.
Quando falamos de lúpulos, lembramos da tal medida que sempre coloco aí, os IBUs. Conforme foi escrito neste blog anteriormente, IBU geralmente vai a 100.

Com vocês….

Não, não tem um zero a mais por engano, não, não é ruim prá burro, não, não é ilusão.

Mikkeller 1000 IBU, Imperial IPA

Eu já tinha tomado a cerveja antes, não vou mentir. É MUITO boa, se você gosta de hoppy beer.
Ao contrário do que você possa imaginar, é estupidamente “hoppy” mas não é algo extremamente exagerado no mal sentido, tipo, Clóvis Bornay com fantasia de carnaval na estação da Sé às 6 da tarde.

A cor da cerveja é mais escura que outras IPA, lembra uma Pale Ale “normal”.
Agora, a parte interessante, é que tem tanto lúpulo que um monte passou pela peneira e vem na garrafa. Olhe a foto com atenção.

Tipo a lourinha sardenta do @fiocavallari , mas, depois de alguns poucos minutos, vai tudo pro fundo do copo e você se esquece.

O gosto é fenomenal, o aroma, não tanto quanto esperado. Para brincar, depois de terminar a 1000 IBU, abri uma Modus Hooperandi, parecia piada, tipo assim: não que a outra estava com gosto de água, mas, é como sair de um Landau e entrar num Fusquinha 1200.

Mikkeller 1000 IBU vem embrulhada em papel (talvez para não entrar luz?), tampa de rolha falsa, vc abre, o aroma não é tão forte (já falei disso), o gosto? assim que você dá aquele primeiro gole é de uma boa Pale Ale, depois de 1 segundo, é o súper Monstro dos Lúlupulos atacando o seu paladar. Extremamente refrescante, cerveja boa gelada, não é fraca, mas não tão forte quanto outras cervejas que costumo tomar.
ALTAMENTE recomendada.

Cerveja: Mikkeller 1000 IBU
Cervejaria: Mikkeller
Geo: Dinamarca (cervejaria); produzida em De Proefbrouwerij, Bélgica
IBU: 1000 (duh)
ABV: 9.6%

that’s all, for now, folks!

Publicado por effffn

http://about.me/effffn

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2 comentários

  1. Cara, parabéns pelo teu site, eu vi teu email na lista da acerva e pretendo ir no evento do dia 13 em Sampa… Ainda não comecei a fazer breja, mas pretendo.. Trabalho como sysadmin, mexo com FreeBSD e Mac OS X… Parabéns mesmo…

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