Menos uma na geladeira: Paulistânia Pale Lager

A primeira vez que eu provei a Paulistânia foi num bar/balada/clube em São Paulo, numa região conhecida como Baixo Augusta. Este clube era chamado Astronete, que infelizmente foi embargado pela Subprefeitura da Sé. O lugar é muito louco, decorado com posteres de filmes B/Trash/Pornhorror, caveiras, pin-ups e tem até uma go-go girl chamada Lady Cupcake.

Cheguei até o Astronete por causa de uma banda argentina que iria tocar lá: Los Primitivos (toda sexta-feira rolava o Shakesville, quando tocava o bom e velho rock-a-billy, psychobilly e afins). Mas além da decoração muito legal o cardápio de cervejas deles também é…

O cardápio é um show à parte.

A ideia dos caras é só servir cervejas Premium, quase todas Puro Malte (seguindo aquela lei da bavária, lembra?).
Comecei com um pint de Guinness, mas não foi tão boa a experiência, muito mal tirado. O dono, ou gerente, do bar percebeu o desgosto e me serviu outro pint em seguida, dessa vez bem melhor (e mais gostoso ainda pois foi grátis!).

A única cerveja que eu não conhecia era a tal Paulistânia, o nome é o mesmo de um dos bares de Rock and Roll que eu ia quando adolescente lá em Ribeirão Preto. Resolvi provar…  Mas como não tinha a mesma preocupação que tenho hoje, essa experiência foi descartada.

Encontrei essa breja a venda aqui perto de casa e resolvi prová-la com outros olhos, ou língua, que seja.

O rótulo dela é bem legal, imagens antigas de São Paulo (principalmente) e de outros lugares do Brasil, com os dizeres no gargalo: Um brinde a todas as cidades, da cidade de todos.

Ainda no rótulo vemos que é uma cerveja produzida pela Casa di Conti, de Cândido Mota/SP, fabricante das maravilhosas Conti Bier e Samba (carregando todos os preconceitos do universo), mas foi elaborada pela Bier & Wein, a importadora da cerveja dos Pôneis Malditos, a Palm… Isso talvez dê algum crédito.

Não fui na DEFCON 19, mas eu tenho uma caneca! 😀

Ao servir, uma espuma um tanto assustadora se formou, não esperava isso, mas não atrapalhou. Cor e aroma típicos de uma Bohemia ou uma Itaipava Premium. Seguindo essa linha no sabor, quanto mais quente, ou menos gelada, essa breja ficava, mais gosto de milho cozido e menos vontade de terminar a cerveja…

Mas o legal foi que ela diz ser uma Premium Lager e não uma Pilsen, ganhou pontos pela honestidade.

Publicado por Fio Cavallari

Analista de segurança, pesquisador de malwares, guitarrista ruim e imitador do Silvio Santos.

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