Dogfish Head World Wide Stout… ou Exploit?

Alguns dias atrás ganhei duas cervejas vindas diretamente de Chicago, uma Dogfish Head World Wide Stout e uma Mikkeller Beer Geek Breakfast, duas Stouts totalmente desconhecidas pra mim até então. O benfeitor foi o effffn, que postou ontem sobre as brejas que encontrou no Canadá, vale a pena dar uma conferida.
Já havia postado a foto da Dogfish no facebook, por enquanto só provei essa. A Mikkeller estou guardando para um café da manhã! 😉 Sei que já faz um tempo que a provei, mas não se preocupem, esse post não será prejudicado pelo tempo entre tomar a cerveja e publicar a experiência, vocês vão entender o motivo…

Quem me conhece sabe que dou preferência para as ales, gosto da variação de aromas, sabores e texturas. Isso pode ser influência negativa de lagers que já tomei, que arriscam pouco nos quesitos mencionados… Enfim, isso é papo pra outro post.
Outra coisa que curto fazer é vasculhar a internet sobre informações da cerveja desconhecida antes, durante e depois de prova-la. Isso tem seus pontos positivos e negativos, já que você perde um pouco o efeito surpresa mas também te coloca no ambiente onde a breja foi produzida, aquele climão maneiro. 😛

Entrei no site da cervejaria e, para a minha surpresa, a breja estava na categoria Occasional Rarities, ou seja, essa cerveja é MUITO especial. Segundo o site, é uma cerveja para acompanhar uma sobremesa ou ser a sobremesa… Interessante.

Na garrafa que estava no site uma coisa chamou a atenção, a cor da tampinha. A que o effffn me presenteou era amarela quase flúor como a que está ali em cima, e a que está no site é verde… Deixei isso pra depois e fui pro rótulo.

A primeira coisa que chama a atenção é a frase: “A very dark beeer brewed with a ridiculous amount of barley“, em tradução livre: Uma cerveja muito escura feita com uma quantida absurda de cevada. O pensamento que veio na mesma hora foi: “Essa breja deve ser alcoólica pra caralho!”. Mas não tinha visto o ABV (alcohol by volume – porcentagem de álcool existente no volume da garrafa) em nenhum lugar do rótulo. Dei mais uma olhada e nada… Olhei de novo, tentei ver se estava escondido em algum lugar e nada…
Voltei ao site: ABV entre 15 e 20. Ou seja, no mínimo ela tem 4x mais álcool que uma Guinness (a Stout mais conhecida pela galera).

(Desculpem-me pela qualidade horrível das fotos, mas não dá pra competir com o effffn…)

Ao abrir a cerveja o aroma do malte já escapa da garrafa, um apreciador de stouts já começa a salivar nesse momento e baba na hora de servir. O aroma começa a mostrar por que essa cerveja também é considerada uma Extreme Beer, o álcool é bem presente (como esperado) e o malte torrado não deixam dúvidas de que realmente quantidades absurdas de cevada foram usadas.

Depois do primeiro gole comecei a chamar essa breja de World Wide Exploit. Sabor muito doce (agora entendi o por que de cerveja de sobremesas) lembrando um melaço ou caramelo, malte torrado, notas defumadas e uma carbonatação maior do que eu esperava.
A cerveja é pesada! Demorei muito pra terminar a garrafa, acho que gastei uns 40 minutos ou mais, tanto pelo sabor forte da cerveja quanto por só ter essa garrafa.

Terminei o copo e o exploit executado, estava alto, parecia que tinha tomado muito mais que só uma garrafa e já pensando em como conseguir outra garrafa dessa para meus amigos…

Ah, já ia esquecendo a história das tampinhas…
Dando aquela olhada  no google achei as diferenças, então a breja que provei é de 2004 e tem 18% ABV. E tem gente que não tomaria uma cerveja de 7 anos. 🙂

This listing encompasses:

A) the November, 2001 release (18% abv)
B) the November, 2003 U.S. (but not U.K.) release (18.8% abv)
C) the November, 2004 release (18% abv)
D) the November 2005 release (17.8% abv)
E) all subsequent releases due both to their similarity in alcohol content and a lack of change in recipe. None of the releases’ labels provides its ABV, however:

2001 – (18%) displays the unaltered words “Vim and Vigor” on the label, gold cap
“Vim and Vigor” is crossed out only on the 2002 release (23%), which is not rated under this listing
2003 – U.S. release (18.8%). No “Vim and Vigor” present, gold cap.
2004 – Bright yellow cap, no date stamp
2005 – Bright yellow cap, date stamp
2006 – Dark green cap, date stamp
2007 – Dark green cap, date stamp
2008 – Yellowish-green cap, date stamp

Publicado por Fio Cavallari

Analista de segurança, pesquisador de malwares, guitarrista ruim e imitador do Silvio Santos.

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5 comentários

  1. foi pura sorte então… depois vou comprar uma lá para uma prova de conceito.

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