Como fazer sua namorada tomar cerveja: A Saga (parte 1)

Não sei vocês, mas eu acho muito chato quando estou degustando aquela breja especial, feita pelos monges cegos do Himalaia que vivem em um monastério subterrâneo na Bélgica, e sua namorada dá um gole e solta a frase: Ah, é tipo Skol, pra mim cerveja é tudo igual! Prefiro aquela batidinha super docinha…

Há alguns meses iniciei a saga para convencer a minha namorada que nem toda as cervejas são tipo skol, que existem várias outras marcas, sabores, tipos, cores, rótulos coloridos com carinha da hello kitty (ok exagerei) e que era impossível que nenhuma cerveja a agradasse.

Estava em Ribeirão Preto, visitando meus pais e fomos ao Pinguim “tomar um chopps e comer uns pastel” e, como agora é quase tudo AmBev, resolvi apostar no Brahma Black.

Afinal é servido em um copo diferente, tem aquele creme nitrogenado bonitão, é uma breja adocicada (lembrando um caramelo), de baixa carbonatação… Pro momento até que pensei ser uma boa aposta, mas não agradou. Depois do primeiro gole seguido de careta vi que o desafio seria maior e que cervejas comuns não seriam suficientes para iniciar minha namorada na cultura cervejeira.

À noite fomos para a formatura do meu pai, fiquei no whisky e ela na caipiroska de maracujá, não tinha clima pra tomar a cerveja aleatória que era servida no baile. Sabe como é, né? Tem que molhar a mão do garçom pra conseguir aquela breja trincando e não perceber o quanto ruim ela é.

No dia seguinte resolvi apelar, fomos até o Cervejarium e resolvi apostar em cervejas especiais. Para valorizar as brejas produzidas na cidade de cara pedimos duas garrafas da Colorado: a Pop Weiss com mel de laranjeira Appia (que considero cerveja de menina) e a premiada, deliciosa e fantástica Porter com café Deimoselle (sim é a minha preferida se não perceberam).
Enquanto eu me deliciava com os aromas e sabores da Porter, minha namorada ainda não percebia o toque adocicado do mel ou as notas frutadas e cítricas que o trigo confere à cerveja, só via uma careta e a mão levantada chamando o garçom para trazer a famosa batidinha de morango.

Sim amigos, essa saga será mais longa que pensamos…

 

Publicado por Fio Cavallari

Analista de segurança, pesquisador de malwares, guitarrista ruim e imitador do Silvio Santos.

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