Göttlich Divina! Cerveja brasileira com guaraná

Publicado: abril 22, 2012 por hackproofing em Degustação
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Esse é meu post de estréia aqui no BeerHacking, portanto, apesar de já haver experimentado muitas cervejas importadas, optei por escrever sobre uma breja brasileira, criada pelo Leonardo Botto, figura conhecida no mundo cervejeiro nacional e quem ensinou-me a criar e fazer cervejas artesanais.

Botto criou duas cervejas especiais com estilos diferentes, apesar de ter uma mesma essência: a ideia era utilizar um ingrediente completamente brazuca para produzir algo com marca e estilo nacional, apesar do nome levar algo do alemão.

Existem duas versões da Göttlich Divina!, uma Pilsen Especial e uma Weiss, ambas com guaraná em sua composição, e o processo de Dry Hopping na versão Pilsen.

Foi uma experiência bem interessante experimentar ambas versões dessa cerveja, mas nesse post vou focar na Pilsen, e em um próximo falaremos da versão Weiss, feita com fermento Weihenstephaner.

Começando pela carbonatação e aparência, a primeira é bem presente e a espuma tem uma duração mediana, mas no momento da foto a mesma já havia se dissipado. A cerveja estava em uma temperatura adequada, de 4-6 graus centígrados, e o sabor do guaraná bem presente, deixando inclusive um sabor persistente e bem adocicado na boca.

A aparência era de uma cor dourada/alaranjada, com um corpo leve e translúcido, lembrando realmente uma pilsen como normalmente se apresenta.

O álcool era praticamente imperceptível e o lúpulo mais ainda. Percebi mais presença do lúpulo no aroma do que no sabor, mas isso é explicável pelo método de lupulação Dry Hopping, utilizado na fabricação da cerveja.

Deixa eu explicar um pouco mais sobre isso… Normalmente dividimos os lúpulos utilizados nas cervejas em duas categorias: sabor e aroma. Os lúpulos de sabor (tão presentes nas IPAs), são colocados ainda na fervura do líquido resultante da filtragem do mosto (aquele sopão de água e maltes), e os de aroma, apenas no final da fervura ou, nesse caso da técnica Dry Hopping, no estágio de fermentação, para apurar mais ainda o aroma.

Na minha opinião é uma cerveja boa, apesar de depois da primeira garrafa já achá-la um pouco enjoativa e doce demais. Acho que nossos amigos lupulomaníacos não iriam se adaptar tão bem a ela e poderia ser um pouco decepcionante, quando se ouve que é uma pilsen. Mas lembremos que é uma Pilsen Especial.

O sabor do guaraná é bem presente, e o amargor da cerveja é muito baixo, com baixa percepção do álcool, que mesmo assim está presente. Não sei precisar o IBU da mesma, mas deve ficar entre 20 e 25. O sabor de malte está bem mais presente do que os de lúpulo.

O teor alcóolico dessa cerveja é de 5,5%, dentro do esperado para uma pilsen, mas pouquíssimo perceptível.

O valor normalmente praticado por aí é de R$ 16,00, o que me faz pensar ser um pouco alto, para uma cerveja brasileira. Mas vale a experiência.

Confesso que gostei mais da versão Weiss, que bebi no mesmo dia, mas isso é assunto para um outro post :-)

Até a próxima!

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