Beer Grylls – Isto é revolução, ou não! Feliz dia dos bobos!

Publicado: março 30, 2012 por Fio Cavallari em Homebrewing
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Muito se fala de revolucionar o mercado cervejeiro usando ingredientes brasileiros, ou inusitados, ou mesmo o simples fato de desafiar o status quo da “cena cervejística” brasileira…
Temos exemplos muito bons de cervejeiros que estão nessa batalha, Samuel Cavalcanti da BodeBrown (um dos caras que inspira nossas cervejas), DUM, Junka e outros engajados no movimento “Viva la revolución!“… E dentre os inspiradores ainda podemos citar outras cervejarias que buscam revolucionar, como Mikkeller, Sam Calagione, BrewDog, ThreeFloyds…

Nos EUA a Anderson Valley inova a forma de fazer cerveja buscando ser o mais “verde” possível, a consciência ecológica da cervejaria vai desde utilizar fontes renováveis de energia, reciclar embalagens e reutilizar o bagaço do malte em plantações.

Gastamos nossos neurônios e algumas brejas para pensar em como nós, homebrewers do Beer Hacking, poderiamos participar dessa revolução?

O Sam Calagione já fez a sua Chicha, a Colorado tem a sua Cauim (mas que ninguém mastiga a mandioca), que outra técnica milenar poderíamos usar em casa?

Durante nossas viagens para descobrir a fórmula mágica, uma cena em um programa de TV nos chamou a atenção…

EUREKA!!

Obrigado Bear Grylls por nos iluminar! Vamos batizar nossa cerveja em sua homenagem!

Quando bebemos cerveja vamos muito ao banheiro, se conseguíssemos reutilizar toda essa urina? Eu sei que você está pensando que é nojento, que somos malucos, mas não é bem assim… Povos antigos, culturas milenares praticam a urinoterapia, portanto temos um mercado aqui!

Vamos para a parte técnica do processo…

A urina humana é composta de aproximadamente 95% de água, sendo os outros 5% formados de uréia, ácido úrico, nitrogênio e outras substâncias, das quais a única que poderia causar problema é a ocorrência de íons de cloro. O ph da solução é ideal para fazer cerveja, a cor também ajuda bastante, já que se assemelha com muitas America Standar Lagers que vemos por aí.

Coletamos cerca de 40l de urina nos últimos meses, tendo sempre cuidado para ferver as amostras (buscando uma esterilização do líquido e volatização do cloro) antes de armazenar nas garrafas PET de guaraná Dolly que tenho aqui em casa.

Com a ajuda de alguns mestres cervejeiros, que preferem manter o anonimato, desenvolvemos uma receita que não mascarasse o aroma e o sabor da urina, mas que mantivesse algumas características interessantes dos dois mundos.

Resolvemos fazer uma Pale Lager, para que nenhum excesso de lúpulo pudesse esconder as características, mas que os maltes torrados dessem uma cara de cerveja para a Beer Grylls. E olhe como a breja ficou bonita!

Dessa vez não fiz carbonatação forçada, resolvi fazer primimg para ser o mais natural possível, como os cadas do Mestre das Poções fazem… O ponto negativo é esperar mais umas semanas para degustar a nova criação, mas como diz a  Guinness: Coisas boas vêm para aqueles que esperam.

Ah, e se ficou boa? Ficou ótima! Sério! Vocês não acreditariam, por isso, se quiserem alguma garrafa, estou vendendo.

Não vou publicar essa receita, podem pedir o quanto quiserem, mas essa será secreta!

Happy Aprils Fools, fools! HAHAHAHAHAHA
Tomara que tenham gostado da piadinha, foi nojento escrever essa merda, ou melhor, urina! ahahahahaha 

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