Finalmente a F1 chegou a um pais onde há cerveja local para servir de nome para os post do Fé e Dúvida sobre a prova de Barcelona. Nós já avaliamos a Estrella Damm Inedit, mas agora vamos de algo mais próximo ao que seria degustado em um autodromo.
A cerveja provada é a Mahou – 5 estrelas, qual a fixação dos espanhóis com Estrellas?, bem o que vale é que as 5 estrelas ficam apenas no nome, porque a cerveja é bem comum (3 estrelas no Untappd) mas tem alguma personalidade, pois possui uma cor amarelo claro e uma espuma branca pouco persistente (mas deixa marcas nas laterais do copo).
Desce muito leve e refrescante devido a boa carbonatação lambrando muito as nossas Premium Lagers com o aroma delicado e o mínimo amargor, ou seja, uma boa pedida para beber enquanto acompanha a prova de Barcelona ou um jogo de futebol.
A cervejaria "Hijos de Casimiro Mahou" (Os filhos de Casimiro Mahou) foi fundada na cidade de Madri (Espanha) no ano de 1890 e a “Mahou 5 estrellas foi lançada em 1969. Em Alovera (Guadalajara) eles possuem a maior cervejaria da Europa hoje e foram a primeira cervejaria da Espanha a substituir os barris de madeira por tonéis de inox;
Depois da cura do cancer e da AIDS a maior pesquisa da humnidade atualmente é como fazer a cerveja gelada chegar até você utilizando a Lei do mpinimo esforço. Já existem projetos de geladeiuras com lançador mecânico que já estão em fase avançada de desenvolvimento:
Mas, e se você estiver fora de casa? Tipo em um festival? Bem, alguns gênios com muito tempo e recursos tiveram a ideia criar um drone (sim aqueles robozinhos bonitinhos e que fazem estragos no Oriente Médio) que lança a sua cerveja de paraquedas na coordenada que você indicar. Os pedidos serão feitos via celular e a equipe irá carrega-lo com a carga amarrada a um pequeno paraquendas, depois o irá sobrevoar o local e lançar seu pedido.
Agora, e se o paraquedas não abrir ou outro sedento chegar ao local de pouso antes? Como fica?
O Japão é um pais de contrastes. Ao mesmo tempo que possuem uma tradição milenar para comer e beber chá e que nunca muda, eles utilizam a suas mentes criativas (e pôe criativas nisso) para trabalhar a favor da cerveja, e Japoneses adoram cerveja. O único ponto é que para eles um copo bem tirado precisa de pelo menos um terço do pint com o colarinho.
Pensando nisso é possivel encontrar no mercado dispositivos como o Sonic Hour da Takara Tomy que serve para criar aquela espuma em casa e com qualquer cerveja. O brinquedo custa aproximadamente US$40,00 e é só colocar um pouco de água, apoiar o copo e ligar.
E este não é o único modelo, há um que é acoplado a uma caneca e outro que serve para adpatar nas latas e servir a sua cerveja sempre como se fosse tirada no Bar do Léo em São Paulo…
Claro que o colarinho na medida certa é delicioso e ajuda a manter a temperatura da bebida e para certas cervejas isso faz toda diferença, justificando a existencia desta marilhosa maquininha: Guinness Surger (Que usa o mesmo princípio).
Quem me acompanha do twitter (@sansquer) ou no blog (www.feeduvida.com.br) sabe que uma das minhas paixões é a F1 e eu escrevo no blog supracitado os meus pitacos sobre cada prova, para este ano eu tive a brilhante ideia de nomear os posts com o nome de uma cerveja local…. E como 2+2 são geralmente 4 foi um pulo para cair nesta pauta/roubada neste blog.
Digo roubada pois a ideia é excelente no blueprint, mas a execução não é tão simples, pois já tinha criado o primeiro post da prova da Australia onde fiz referencia à Fosters, a questão é: Nem o Outback serve mais Forsters e não a encontrei em lugar nenhum e a prova seguinte foi na Malásia e as proximas serão na China e no Bahrein, portanto se alguém estiver por estas bandas e quiser contribuir com o blog, entre em contato e será eternizado nas linhas deste blog.
Bem vamos ao que interessa….A australiana que irá abrir a serie é a Coopers Pale Ale:
Como podem ver a cerveja tem uma coloração ambar muito bonita e como ela é fermentada na garrafa também o fundo fica com um pouco de sedimento e ao ser misturado novamente no copo dá a cor empalidecida da bebida. Possui um aroma lupado, mas suavee eu senti falta do creme que é pouco duradouro e da carbonatação que é baixa.
Apesar de levar Pale Ale no nome, por vir de um pais quente como o nosso e com um teor alcólico de apenas 4,5% já pequei o copo esperando algo mais refrescante do que marcante e portanto não me decepcionei tanto, ficou dentro da espectativa demonstrando um carácter frutado.
É uma cerveja bem bem interessante e perfeita para qualquer ocasião, inclusive aquele churrasco na beira da piscina com um baita calor onde uma IPA possa ser algo mais “pesado”. Substitui a Skol e afins com sobras e méritos.
Cerveja: Coopers Original Pale Ale Cervejaria: Coopers Brewery Geo: Australia ABV: 4,5%
Quando comecei a fazer cerveja em casa, a mais ou menos um ano atrás, nunca imaginei que em tão pouco tempo teria tantos fãs das minhas criações.
A primeira cerveja “oficial” foi a Hops 2 Hackers Ale, uma homenagem ao evento de InfoSec Hackers 2 Hackers Conference, ou H2HC para os mais intimos.
Daí pra frente tiveram as cervejas para o Silver Bullet (Russian Imperial Stout) e You Shot The Sheriff (Belgian Blonde e Belgian IPA). Além de outras levas de teste que ficaram restritas aos amigos e familiares.
Nesse meio tempo decidi que as cervejas que fazia mereciam um espaço dedicado, já que a autoria do blog é dividida com outros grandes amigos bebedores de cerveja. Então a Cervejaria Bräu von Hacker nasceu.
O nascimento do projeto dedicado exclusivamente à produção de cerveja veio num momento bem conturbado de stress e mudanças. Mas dizem que esse é o canteiro da criatividade, certo? Saí de São Paulo, desempregado, sem nenhum plano de negócios e voltei para Ribeirão Preto.
Estava empolgado, o tal do Polo Cervejeiro saindo na mídia e tudo mais, acreditei que seria muito mais fácil produzir cerveja por aqui. Coitado de mim… O pessoal ainda tem seus grupinhos fechados e faz cerveja para ser melhor que os outros. E eu só quero fazer uma cerveja foda pra caralho! Não quero ser a maior, melhor, mais hype ou coisa do gênero. Só quero que a pessoa que esteja bebendo a minha cerveja solte aquele famoso: Puta que o pariu! Seguido de um: Que cerveja foda!
E depois desse lenga lenga todo, chegamos em Outubro de 2012, a 20 dias de ocorrer o Hackers 2 Hackers Conference e eu já havia desistido de fazer os 200 litros que havia combinado com o @bsdaemon e o @filipebalestra.
Tentei negociar com diversas cervejarias a produção dos 200 litros, mas muitas delas colocaram impecilhos para a produção como preços elevados, limitações de receitas e outras loucuras… Outras cervejarias me ignoraram completamente.
Estava prestes a aceitar a derrota quando recebo um OK da Cervejaria Premium, localizada em Frutal/MG, eles abriram o laboratório para que pudessemos criar as receitas mais loucas que quisessemos. E quase estourando o prazo!
A cerveja que decidimos produzir foi a Manfred von Richtofen, algo como uma Scottish Ale entrando em guerra com uma Märzen, misturando ingredientes ingleses e alemães, como se o Barão Vermelho (não o do Frejat) parasse em um Irish Pub e pedisse a sua melhor cerveja.”
Um dos rótulos mais legais que já fiz
Enfim, dia 02/10 peguei uma folga no trabalho e fui até Frutal brassar os 200 litros da Red Baron Ale. Vou te contar, ô estradinha do inferno! Muitos caminhões, sem acostamento e com várias crateras. Mas cheguei bem e já topando de cara com os tanques de serviço da cervejaria. Coisa linda!
Sem perder muito tempo já cheguei até o cervejeiro que iria me acompanhar no processo. A primeira coisa que o Carletti e o Elton (os dois “coitados” tiveram que aguentar as minhas loucuras o dia todo) me mostraram foi o equipamento que usariamos na produção. É um sistema semelhante ao HERMS, mas com steroids.
O volume de brassagem é de 100 litros, então teria que dividir a minha receita em duas levas, até aí tudo bem, até a primeira cagada do dia aparecer… Na hora de usar o BeerSmith para escalar a receita de 20 para 200 litros, algumas coisas sairam fora do esperado e só descobrimos isso durante a filtragem.
Olha aí as crianças indo pra moagem
A quantidade de malte especial Carafa II foi um pouco acima do esperado, o que ao invés de ajudar a dar o tom avermelhado à cerveja, deixou a menina com uma linda cor de Stout! hahahaha Enfim, que comecem as rampas (receita completa no final do post).
Água na temperatura certa, jogamos o malte pra dentro da “panela” e não tem mais volta!
A segunda merda aconteceu durante a filtragem. Como o equipamento era novo, ninguém conhecia direito as limitações da bomba e tubulações. E a galera da Cervejaria Premium não está acostumada com esse tipo de receita que leva uma quantidade imbecil de ingredientes. Resumindo, entupiu tudo duas vezes. Mas conseguimos resolver a encrenca e a filtragem terminou. Tem até video.
Durante a filtragem já tivemos uma ideia de como a cor dessa cerveja ficaria. Durante a fermentação é comum que a cerveja se clarifique um pouco, mas a tonalidade iria permanecer nesse mogno.
Próximo passo foi a fervura e adição dos lúpulos. Mais uma vez ficamos enrolados com o equipamento e a fervura ocorreu de uma forma um pouco agressiva demais! Todo o lúpulo que foi adicionado ficou nas paredes da “panela”, deixando uma dúvida se o amargor sairia como o planejado.
Aceitamos a derrota do possível amargor baixo e tocamos o barco. O resfriamento foi muito legal. Normalmente, com o meu equipamento, eu levo 40 minutos para reduzir de 90°C para 30°C e depois vai mais um tempão para chegar a 25°C e inocular a levedura. No lab da Cervejaria Premium, usando etanol resfriado para o chiller de placas, ao invés de água, chegamos a 18°C em menos de 20 minutos.
Pena que mais uma vez, por não estarmos acostumados com o equipamento, notamos que muito do cold break foi pro fermentador, dá pra ver na imagem abaixo… O mosto ficou em repouso por alguns minutos e conseguimos ver o quanto de lúpulo e proteínas foram pro fermentador.
Olha a cor do mosto logo depois de resfriarmos. Não tá vermelha como queriamos, mas achei muito bonita.
O mosto foi para o fermentador, as leveduras foram inoculadas (decidi usar a S-04 e a US-05 por uma conversa maluca em um forum de homebrewers), só faltava deixar as meninas fazerem seu trabalho.
Pra quem começou em um balde de maionese, ir pra um fermentador desse é uma evolução e tanto!
Uma semana depois, ou melhor, quase 80% de atenuação depois, voltei à Cervejaria Premium para envasar a produção (2 dias antes da Hackers 2 Hackers Conference). Tirei um pouco do fermentado para provar a belezinha. Estava como queria, uma mistura maluca de estilos, parecia Bock, Strong Scotch Ale, Märzen… Enfim, estava muito boa e atendia à ideia proposta.
Chegou o dia da H2HC, coloquei todos os barris no carro, juntei a família no pequeno espaço que havia no Golzinho e fomos pra São Paulo. O desafio foi achar um lugar na Penha/ZL pra deixar o carro guardado durante a noite. Muito arriscado largar um carro cheio de cerveja numa rua de um dos bairros onde mais se roubam carros em São Paulo.
Chopeira alugada, e bar montado. Começamos a servir a cerveja às 9:30 da manhã do Sábado. A expectativa era que durasse os dois dias, já que os 20 litros de Russian Exploit duraram os dois dias da Silver Bullet. Mas o @bsdaemon fez uma aposta, disse que a galera mataria os barris antes do almoço.
@mentebinaria ajudando a acertar a regulagem da chopeira. Ô trabalho difícil. E também estava ali a última garrafa de Ramon, que foi leiloada durante o evento.
O primeiro copo saindo (ainda regulando a chopeira) e a bandeira que deu origem ao @thepiratesbar
Enfim, a cerveja acabou as 14:30 e, pelo jeito, a galera gostou bastante. Muita gente tirou foto do bar, das brejas e eu gostaria de coloca-las aqui. Principalmente das fotos da galera ancorada no bar e da fila que formou (massagem no ego ).
Por enquanto só o camarada Mauro Donati mandou as suas, aproveitem e curtam as fan pages dele e da Mell Magazine. O cara manda bem.
Ano que vem teremos outras intervenções nas conferências. A programação é YSTS, BHAck, H2HC e Silver Bullet. Tomara que eu consiga!
Ah, e aqui está a receita:
Maltes:
0,2kg – Carrafa II Especial
2kg – Carared
2kg – Melanoidina
2kg – Vienna
2kg – CaraHell
25kg – Pilsner
Lúpulos:
110g – Northen Brewer (60 min)
80g – Perle (10 min)
Levedura:
60g Safale US-05
60g Safale S-04
Rampas:
30min a 50°C
40min a 64°C
20min a 70°C
10min a 76°C
Fermentação:
7 dias a 16°C ou até que a fermentação termine.
Redução da temperatura a 8°C para maturação por 15 dias (quanto mais tempo de maturação melhor).
Ah, essa receita está registrada como Creative Commons. Então, se for usar a receita em algum lugar ou remixar ou coisas do gênero, favor compartilhar o resultado e os créditos!
Sim, amigos da Rede Bobo estamos aqui (por motivos de força maior) para falar de um assunto que mexe com os brios dos apreciadores de cerveja: Cerveja Sem Álcool!. Forças ocultas me forçaram a ficar 60 dias sem poder beber e como refrigerante e água não saciam a sede das seis da tarde de um sábado assistindo TV, experimente tomar 2 latas de refrigerante seguidamente como se fosse cerveja e vai entender o porque, comecei a comprar a Liber (Já que a Brau Von Hacker não possui uma neste estilo) para estes momentos. Foi quando me ocorreu a ideia de experimentar as mais vendidas para preparar este post que ninguém quer assinar.
Primeiramente vale definir o que é uma cerveja SEM ÁLCOOL:
Existem 2 métodos para se preparar um refrigerante de cevada, digo, cerveja sem álcool:
Inibição da produção de álcool – A fermentação é interrompida antes que a levedura produza quantidade considerável de álcool a partir da mistura de malte e água aquecidos. Sempre terá um mínimo de teor alcoólico.
Retirada posterior – A cerveja é produzida normalmente e, depois, passa por equipamentos que separam o álcool. Marcas que usam esse processo geralmente indicam 0,0% de álcool em seu conteúdo.
Pela legislação brasileira toda cerveja que tenha teor alcólico abaixo de 0,5% é considerada “Sem Álcool”, portanto aqui vai uma ressalva: Não é porque você está tomando Kronenbier que está totalmente livre da lei seca, pois dependendo da quantidade ingerida ela poderá impactar no resultado. Mas uma coisa é certa, cerveja sem álcool não influencia no teste de reconhecimento de beleza.
Agora vamos ao que interessa, foram degustadas os refrigerantes das marcas: Liber, Kronenbier, Bavaria e Itaipava. Aqui vale um adendo que as marcas importadas como a Erdinger e a Brew Dog não foram testadas por não serem simples de se encontrar e por ter um custo alto.
Kronenbier – É a que mais se aproxima de uma cerveja comum, com amargor e uma carbonatação honesta, dando a sensação de refrescancia, mas por alguma rezão que não sei explicar é muito enjoativa.
Liber – A primeira no Brasil a ter 0,0% de álcool. Possui um creme denso, mas pouco duradouro e com baixa carbonatação. Tomando ela bem, mas bem gelada é refrescante.
Itaipava – Veio para competir com a Liber, pois também possui teor de 0,0%. Ao servir mostrou potencial, pois tinha um aroma (fraco, mas existente) e um creme denso e duradouro, mas foi provar um gole para descobrir que o gosto é horrível.
Bavaria – Feita do mesmo método da Kronenbier e portanto com um teor alcólico rezidual de 0,5%. Mas a semelhança para aí, pois no copo não tem creme, não tem carbonatação, não tem aroma e o gosto é extremamente metálico. Prefira um chá gelado a ter que tomar isso.
Bem de todas acima eu acabei dando preferencia para a Liber por ter um teor alcólico muito baixo e não não ser tão enjoativa como a Kronenbier, agora se me dão licença eu vou colocar a minha Ramon na geladeira.
Seguindo o esquema de refletir as redes sociais, estou vendo muita gente postar no facebook uma campanha nacionalista contra a invasão cultural americana, boicotando o halloween e promovendo o dia do Saci.